
O prefeito Lindberg Farias declarou (O Globo de 30 de março) que no Estado do Rio de Janeiro, o presidente Lula pedirá votos para sua candidatura a senador e também para a reeleição de Marcelo Crivella (reportagem de Cássio Bruno). Isso garante a reeleição do representante do PRB, que sempre alcança 20 por cento nas votações que participou e assegura a vitória de Lindberg Farias.
A afirmação de Lula o aproxima mais de Anthony Garotinho e o distancia de forma acentuada o governador Sérgio Cabral, que apóia a Jorge Picciani, do PMDB, para o Senado, principal atingido pela afirmação do presidente. Picciani pode perder votos em conseqüência da opção do presidente e isso vai refletir também na chapa que integra como companheiro inseparável do governador, desde o tempo em que o primeiro presidia a Assembléia Legislativa e o segundo ocupava o cargo estratégico de primeiro secretário em matéria de administração interna da Casa.
E sem o apoio de Lula, os recursos eleitorais de não serão suficientes para eleger Picciani. Por outro lado, Lula com Crivella, que já tem o apoio de Wagner Montes, o deputado estadual mais votado do RJ, o deixará praticamente imbatível. Picciani, com ou sem Cabral, enfraquecido, não representa nada.
Política é como a vida humana. Os episódios nunca se encerram em si. Continua, produzem reflexos, projetam-se no espelho dos fatos que, como todos os reflexos, trocam as imagens de um lado para outro



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